Quem vence o 2º turno?
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Direção depois do 1º turno
Pesquisas têm ruído, então a velocidade de hoje é incerta, e o modelo projeta só a parte do movimento que os dados sustentam. Nos 2º turnos de 2018 e 2022, projetar o movimento deixou a previsão só um pouco melhor do que manter a média parada. Por isso, a previsão usa os dois modelos. Veja “Como funciona”.
Média das pesquisas
Percentual dos votos válidos: brancos, nulos e indecisos ficam fora da conta, como na apuração do TSE. Com a correção, a linha é a estimativa do eleitorado real: os pontos e a linha descontam o desvio de cada instituto e o viés comum das pesquisas, que o resultado do 1º turno (◆) mede (veja Institutos). A previsão usa esses valores. Sem a correção, o gráfico mostra as pesquisas como foram publicadas e a média delas. A linha tracejada é a projeção até o dia da eleição, com a faixa de 80% da média, que abre com o tempo. As barras em 25 de outubro mostram a faixa de 80% da previsão: ela soma o erro possível de todas as pesquisas juntas, que não muda com o tempo. Quando o TSE publicar a apuração do 2º turno, ela aparece como outro ◆. Passe o cursor ou use as setas do teclado para ver cada dia.
Ver a média em tabela
Simulações para 25 de outubro
O modelo simula a eleição 60 mil vezes nesta página. Cada barra mostra em quantas simulações a vantagem final cai naquela faixa de 1 ponto.
Todas as pesquisas
Pesquisas nacionais de 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, em % do total de entrevistados. A coluna Válidos mostra Lula × Flávio sem brancos, nulos e indecisos.
Institutos
Cada instituto tem seu método, e alguns ficam sempre de um lado da média. O erro no 1º turno mostra quanto a última pesquisa de cada um errou no dia 4. Depois disso, os institutos que mais erraram mudaram os seus números, e PoderData e Palver passaram a ponderar pelo voto no 1º turno. Por isso, o modelo calcula um desvio novo para cada instituto a partir de 5 de outubro.
Valores em pontos dos votos válidos de um candidato. Círculo vazio: desvio nas pesquisas até 4 de outubro. Círculo cheio: desvio nas pesquisas depois dessa data, com intervalo de 95%. O erro no 1º turno é metade do erro na margem entre Flávio e Lula, para ficar na mesma escala. O desvio compara cada instituto com os outros: ele não diz qual instituto está certo.
Correção pelo resultado do 1º turno
A âncora supõe que, no dia do 1º turno, os eleitores dos outros candidatos se dividiam como nas pesquisas da última semana. Depois do 1º turno, apoios de candidatos podem mudar essa divisão: a margem da âncora cobre uma parte disso. O modelo também supõe que a parte do viés comum a todos os institutos diminuiu na mesma proporção que a parte própria de cada um. PoderData e Palver passaram a ponderar pelo voto no 1º turno, o que corrige as duas partes ao mesmo tempo.
1º turno por estado
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Próximas pesquisas registradas no TSE
Como funciona
Os dados
As pesquisas vêm da tabela de pesquisas da eleição presidencial de 2026 na Wikipédia em inglês, que cita a reportagem ou o relatório de cada uma. Uma pesquisa nova que a Wikipédia ainda não listou entra à mão, conferida com o registro no TSE e com o link da reportagem. O modelo usa as — pesquisas nacionais de 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro desde —, de — institutos. O resultado do 1º turno vem do TSE. A lista de pesquisas registradas vem do Portal de Dados Abertos do TSE.
A média, com posição e velocidade
Para cada pesquisa, o modelo calcula a parte de Lula nos votos válidos: Lula ÷ (Lula + Flávio). Ele supõe que a opinião real tem uma posição e uma velocidade. A cada dia, a posição anda na velocidade do dia anterior, mais uma mudança ao acaso (típica de — ponto). A velocidade guarda uma parte de si mesma de um dia para o outro (o fator φ) e também muda ao acaso (típico de — ponto por dia). No dia seguinte ao 1º turno, a posição pode saltar e a velocidade recomeça: a direção depois do 1º turno vem só das pesquisas depois dele.
Cada pesquisa mede a posição com erro. O erro tem três partes: a amostragem, que depende do tamanho da amostra (com efeito de desenho de —, e uma amostra acima de — entrevistas conta como se tivesse esse tamanho); um erro não amostral (típico de — ponto); e o desvio próprio de cada instituto (típico de — ponto).
Depois do 1º turno, as pesquisas ficaram mais parecidas entre si, porque vários institutos passaram a ponderar pelo voto no 1º turno. Por isso, o modelo estima um fator para o erro das pesquisas a partir de 5 de outubro. Ele é — (80%: —): o erro dessas pesquisas é cerca de metade do erro de antes. Com esse fator, a média segue as pesquisas novas mais rápido. Nos 2º turnos de 2022, o fator também foi de cerca de 0,5, e ele melhorou a previsão das pesquisas seguintes.
O modelo bayesiano
Todos esses valores têm uma distribuição a priori e são estimados juntos, por MCMC. Um filtro de Kalman calcula a verossimilhança exata das pesquisas, com a posição, a velocidade e os desvios integrados. Um Metropolis adaptativo sorteia os parâmetros. Para cada sorteio, o modelo sorteia os desvios dos institutos e o caminho completo da média, de trás para frente (amostragem retroativa). São — cadeias e — sorteios. O maior R-hat é —: abaixo de 1,05, as cadeias concordam.
Quanto dura um movimento
O fator φ tem mediana de — (80%: —). Com esse valor, metade de uma velocidade some em cerca de — dias. As pesquisas sozinhas dizem pouco sobre φ, porque o ruído delas é grande perto de um movimento lento: o resultado fica perto da distribuição a priori (mediana 0,9). Os 2º turnos de 2018 e 2022 dão valores parecidos.
O teste com eleições passadas
O modelo foi testado nos 2º turnos de 2018 e 2022, só com as pesquisas conhecidas 21, 14, 7, 3 e 1 dia antes da eleição. Projetar o movimento baixou o erro médio da previsão de 2,25 para 2,04 pontos. Em outro teste, com cerca de 150 pesquisas de 2018, 2022 e 2026, o modelo previu cada pesquisa antes de ela sair. Com o movimento, o erro caiu em todos os prazos: de 1,27 para 1,26 ponto com 3 dias de antecedência, e de 1,86 para 1,81 com 14 dias. O ganho é pequeno. Nos dois anos, o erro das próprias pesquisas foi maior do que esse ganho: em 2018 elas subestimaram Haddad, e em 2022 superestimaram Lula. Com um ganho tão pequeno, a previsão não aposta só no movimento: ela junta o modelo com velocidade e o modelo sem velocidade.
Os institutos
O desvio de cada instituto é estimado junto com a média, em dois períodos: pesquisas com o dia do meio da coleta até 4 de outubro e pesquisas com o dia do meio depois. Uma pesquisa que começou antes do 1º turno e terminou depois fica no período da maior parte das entrevistas. Depois do 1º turno, os institutos que mais erraram mudaram os seus números, então o desvio antigo não vale mais para as pesquisas novas. Em cada período, a média dos desvios é zero. Institutos com poucas pesquisas pesam menos nessa conta, e os seus desvios ficam mais perto de zero. A média e a projeção usam as pesquisas sem esse desvio. Sem a opção “Corrigir o desvio de cada instituto”, o gráfico mostra, para comparar, o mesmo modelo aplicado às pesquisas como foram publicadas.
A âncora do 1º turno
O desvio de cada instituto é relativo: ele compara o instituto com os outros, e não com o eleitorado. O resultado do 1º turno é a comparação com o eleitorado. O resultado não vai direto para a escala do 2º turno, porque os eleitores dos outros candidatos escolhem entre Lula e Flávio. As pesquisas da última semana fizeram as duas perguntas às mesmas pessoas. Em cada uma, o modelo mede como os eleitores dos outros candidatos se dividem no 2º turno, e aplica essa divisão ao resultado real. Um viés do instituto aparece nas duas respostas, então ele quase some nessa conta.
O valor que sai é uma observação do eleitorado real no dia 4 de outubro, com margem de cerca de meio ponto. Dentro do modelo, as pesquisas antes dessa data têm um viés comum, e a âncora mede esse viés. As pesquisas depois dela têm outro viés comum, ligado ao primeiro pela parte do erro que continua (veja Institutos). Assim, a linha do gráfico estima o eleitorado real, e não a média das pesquisas.
A chance de vitória
A chance sai de — simulações. Cada simulação parte de um sorteio para o dia da eleição, do modelo com velocidade ou do modelo sem velocidade, em que a média fica parada. — A linha, a projeção e as pesquisas corrigidas do gráfico vêm dos mesmos sorteios. O sorteio já inclui a incerteza de hoje. A simulação soma a ele um erro comum a todas as pesquisas, com desvio-padrão de — pontos e distribuição t de Student com — graus de liberdade, que dá mais peso a erros grandes. Esse erro comum é uma hipótese do modelo. O 1º turno de 2026 mostra que erros desse tamanho acontecem: veja a seção Institutos.
Os limites
O modelo não usa pesquisas estaduais, não trata a abstenção à parte e supõe que o desvio de cada instituto é fixo dentro de cada período. Com poucas pesquisas depois de 4 de outubro, o desvio novo de cada instituto e a velocidade de hoje ainda têm muita incerteza. A duração de um movimento vem mais da distribuição a priori do que dos dados. Uma pesquisa nova só entra na média na próxima atualização.